sábado, 1 de maio de 2010

O Operário em Construção

                                      Vinicius de Moraes
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
 Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.

Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.

Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção

                                              Sobre o autor
VINICIUS DE MORAES - (1913-1980)
Marcus Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. Formou-se em Direito e foi diplomata, dramaturgo, poeta e compositor, jornalista e crítico de cinema. É autor de diversas obras de poesia, entre as quais Cinco Elegias e Livro de Sonetos.
Abordou o amor de forma singular  nos sonetos do Amor Total, da Separação e da Fidelidade. Denunciou os horrores da bomba atômica na letra da música Rosa de Hiroxima e encantou com os poemas infantis da Arca de Noé.
 Ao lado dos compositores  Antônio Carlos Jobim, Toquinho e do cantor João Gilberto teve um papel importante na música popular brasileira. Várias canções de Vinícius foram fundamentais para o movimento de renovação da música brasileira, a Bossa Nova.


                                         Sobre o poema    
O poema “Operário em construção”, de Vinícius de Moraes narra, de início, a alienação, o desconhecimento do homem frente a tudo o que ele ajudou a construir.
Mas o operário percebe que ele, um simples operário, era responsável pelos objetos que estavam em sua mesa e que era ele quem construía tudo o que existia: “casa, cidade, nação!”
Não importa a profissão que tenhamos escolhido, somos todos operários em construção. E como tal, precisamos perceber a nossa importância na sociedade, a força que possuímos, pois edificamos, se não com tijolos e cimento, porém com diversas outras matérias-primas e instrumentos.
“Operário em construção” é um poema que leva à reflexão do papel que exercemos na sociedade em que vivemos, dos compromissos que assumimos e dos direitos pelos quais devemos lutar.
Não percamos a capacidade de dizer não. É necessário afirmar nossos ideais com a percepção corajosa do operário e não com o olhar dos que se acovardam pelas circunstâncias ou se corrompem pelo poder.

"O operário que quer fazer o seu trabalho bem deve começar por afiar os seus instrumentos".
                                                                          Confúcio
Um forte abraço e parabéns a todos os trabalhadores!
Cida.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Saudade


"No seu tempo, que não sabemos qual é, sua dor se transformará em algo mais suave chamado saudade."
Alguém me falou isso.
Mas é tão difícil...
O primeiro domingo sem ele
Não mais a preocupação em terminar o almoço cedo porque ele não gostava dessas "modernidades" de almoçar fora do horário.
Não mais convidá-lo para tomar o seu copo de vinho (única bebida apreciada).
Não mais ouvir as brincadeiras dele com as crianças (ou mesmo as rabugices que nos faziam rir).

Não mais perceber a agitação dessas mesmas crianças ao seu redor, a disputar as guloseimas que ele sempre repartia com elas.
Não mais o barulho da água da mangueira molhando as plantas de manhã.
Não mais os ganidos alegres dos cães ao perceber sua presença.
Não mais ouvi-lo a contar das dificuldades do tempo na "roça".
Não mais vê-lo a buscar os nomes de familiares, amigos e conhecidos na agenda (porque ele tinha tudo anotadinho).
Não mais...
Não mais tantas e tantas e tantas outras pequenas coisas que agora se agigantam sem ele para realizá-las...
Ficam as lembranças, a saudade, o som da voz a cantar naquele festival na empresa em que ele faturou o 3º lugar e nos sentimos orgulhosos.
Ficam as lembranças do gosto musical, das canções que cantamos juntos, quando ele me ensinava, ao som de um velho violão.
Ficam as lembranças de quando me mostrou como se rabiscavam as primeiras letrinhas.
Ficam as lembranças de quando, mesmo cansado, entusiasmava-se com as aulas do curso que fazia à noite, atravessando a cidade para estudar, montado na antiga bicicleta.
E foi nessa tal bicicleta que ele me ensinou a pedalar, rindo muito quando eu, desajeitada, subia nos barrancos.
Ficam as lembranças de suas aventuras na cozinha; na maioria, bem sucedidas.
Depois veio o tempo, ladrão de energias, a doença, ladra de esperanças...
Mas fica o exemplo de um homem lutador, trabalhador, honesto em todos os sentidos. Que não passou pela nossa vida, simplesmente, mas que fez valer sua presença e deixou marcas que nunca se dissiparão.
Alivia-me saber que ele se foi com a certeza e a tranquilidade de que cumpriu sua missão por aqui.
E como cumpriu bem.
Cida dos Santos.

sábado, 27 de março de 2010

Hoje tem espetáculo?

"Hoje tem marmelada?
Tem sim, senhor!
Hoje tem goiabada?
Tem sim, senhor?
E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulher!"




Quantas boas lembranças nos vêm da nossa infância e de todo o encanto e magia que o circo trouxe à vida de cada um de nós.
Lembro-me bem de várias apresentações a que pude assistir em minha cidade, que na minha infância, contava com pouco mais de 30.000 habitantes. A euforia que nos invadia ao ver passar  os carros e caminhões com todos aqueles artistas e animais e a ansiedade à espera da grande noite, eternizados pela memória para o resto da vida  tantas risadas, suspense, emoção.
Palhaços, malabaristas, mágicos... Maravilhosa arte milenar. Grandes nomes, principalmente os internacionais como o Cirque du Soleil, revelam o lado mais glamuroso do picadeiro, enquanto há inúmeras trupes que sobrevivem com muita dificuldade, em seus espetáculos itinerantes, mas continuam a levar para as cidades toda essa alegria inequecível.  Sejamos incentivadores para que a tradição circense não  desapareça no país. 
Como surgiu o circo?"
Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.
Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.
No palco da história
Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.
Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.
Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas.
Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.
O circo moderno
A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley's Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley.
O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços.
O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.
Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias.
Quando o  circo chegou ao Brasil
No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.
Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.
Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.
O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.
Escolas e grupos brasileiros
No Brasil, a primeira escola de circo foi criada em São Paulo, em 1977, com o nome de Piolin (que é também o nome de um grande palhaço brasileiro). Funcionava no estádio do Pacaembu.
No Rio de Janeiro, surge em 1982 a Escola Nacional de Circo, abrindo oportunidades para jovens de todas as classes e vindos de diferentes regiões do país. Eles aprendem as novas técnicas circenses e, uma vez formados, montam seus próprios grupos ou vão trabalhar no exterior.
São muitos os grupos espalhados pelo Brasil afora. Citamos a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli e a Nau de Ícaros.
                                                                      Nossos palhaços
Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.

"Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais."
                                                                                                                  
 Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.
"O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer" .
                                                                                       
Fonte:   IBGE teen
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/circo/palhacos.html

O palhaço ocupa um lugar especial no coração das pessoas. E vez ou outra, quem é que nunca se sentiu um pouco palhaço?
Deixo no fim deste post uma música, composição do saudoso Antônio Marcos e um vídeo que encontrei no Youtube, criação de um rapaz de nome Edmilson. Uma letra bonita, em que em alguns trechos podemos refletir sobre nossa atuação no chamado "palco da vida".

Sonhos de Um Palhaço
Antônio Marcos
Composição: Antônio Marcos / Sérgio Sá

Vejam só
Que história boba
Eu tenho pra contar
Quem é que vai querer
Me acreditar
Eu sou palhaço sem querer...

Vejam só
Que coisa incrível
O meu coração
Todo pintado e nesta solidão
Espero a hora de sonhar...

Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos representam
Bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço
É natural...

Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei, entreguei amor
E sonhos sem saber
Que o palhaço
Pinta o rosto pra viver...

Vejam só e há quem diga
Que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher...

Ah, o mundo sempre foi
Um circo sem igual
Onde todos, todos
Representam bem ou mal
Onde a farsa de um palhaço
É natural...

Ah, no palco da ilusão
Pintei meu coração
Entreguei amor e sonho
Sem saber
Que o palhaço pinta o rosto
Pra viver...

E vejam só e há quem diga
Que o palhaço é
No grande circo apenas o ladrão
Do coração de uma mulher...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Heróis

           Creio que o mundo está carente deles. Mas os verdadeiros são anônimos e vivem a  vida sem glórias, sem máscaras, capas, espadas.
Amor e solidariedade constituem seus superpoderes, somados a uma dose elevada de coragem para lutar por si e pelos outros.
                        O Herói              
                                  Judas Isgorogota
"— Papai, o que é um herói?
Eu pergunto porque tenho grande vontade
De ser herói também ...

Será que posso ser herói sem entrar numa guerra?
Será que posso ser herói sem odiar os homens
E sem matar alguém?"

O homem que já sofrera as mais fundas angústias
E as mais feias misérias
Trabalhando a aridez de uma terra infecunda
Para que não faltasse o pão no pequenino lar;
O homem que as mais humildes ilusões perdera
No seu cotidiano e ingrato labutar;
Aquele homem, ao ouvir a pergunta do filho:
— "Papai, o que é um herói?"
Nada soube dizer, nada pôde explicar...

Tomou de uma peneira
E cantando saiu, outra vez, a semear!

Sobre o autor:
Judas Isgorogota - pseudônimo de Agnelo Rodrigues de Melo -  nasceu em Lagoa da Canoa, Alagoas (1901) e  viveu em Maceió. Aos 23 anos mudou-se para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo, onde ganhou projeção internacional. Foi jornalista, iniciou a carreira literária como humorista, mas tornou-se poeta lírico. Faleceu em 1979. Apesar de ser um nome desconhecido para grande parte dos leitores brasileiros, teve 15 livros de poesias publicados, uma novela e cinco livros  de poesias infantis. Parte de sua obra poética foi  traduzida para vários idiomas: francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, húngaro, árabe, checo e lituano.
Poemas:
http://www.revista.agulha.nom.br/ji.html