quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Coisas de amiga de porte


Descobri hoje que eu tinha amiga fiel...
Quase 13 anos em que me sentei a seu lado.
Confesso que não lhe dei muita atenção, na pressa de "pegar" o ônibus para casa, às margens da BR.
Quanto sol e quanta chuva, poeira, barulho intenso você, minha amiga, presenciou junto a mim nos poucos metros quadrados em que ficávamos.
Hoje, mais uma vez, estivemos próximas, enquanto um vendaval varria as folhas do asfalto. Sinceramente, nem olhei para você, preocupada em fechar o livro que eu lia, ajeitar os cabelos que se rebelavam, enquanto começavam a cair as primeiras gotas de chuva.
Preocupei-me, olhar aflito na direção de onde deveria surgir o ônibus; só então percebi você a tombar. Engraçado isso: você tão grande, mas tão suave e silenciosamente foi ao chão. Você não caiu de uma vez, não fez estrondo, apenas deitou.
Demorei a reagir, olhando suas raízes expostas bem próximas a meus pés. Do outro lado da estrada, várias pessoas gritavam meu nome e me falavam para sair dali, de perto de você. Não havia medo, pois naquele momento percebi que, gentilmente, você desviou o curso da sua queda para não me atingir.
Obrigada, minha boa amiga! Sentirei sua falta. Não postarei aqui fotos de você caída ao chão...

Esta estrada ficará mais triste sem você.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

September!

♪ ♫ "Ba de ya - say do you remember
                   Ba de ya - dancing in September"♪ ♫

Tal qual muitas pessoas, eu assisto aos filmes de sucesso depois que eles saem de cartaz.
Em 2012 assisti no cinema apenas ao filme Os Mercenários 2, igualmente neste ano, em que vi apenas 1: o Homem de ferro, ambos a convite do meu filhão lindão .
Percebo-me, ultimamente, a gostar mais de ação e aventura, estou mais seletiva para as comédias e continuo fã da ficção científica. O que mudou, então? Em verdade vos digo que não tenho tido muita paciência para os dramalhões nem para os filmes água com açúcar. Também meu gosto musical se envereda por outros ritmos, cabeça, ombrinho, cintura, mãozinha se assanhando em outros embalos. Será que isso é problema da idade? Se for, não se preocupem, pois ao menos não vou usar top, shortinho ou minissaias .
Voltando a falar em filmes (aqueles que eu falei acima que vejo só depois que todo mundo já viu), nesta semana assisti ao longa francês Intocáveis, lançado no Brasil em 2012. Gente, que filme legal! Leve, com muitas cenas cômicas, mas nos deixando muitas mensagens a respeito da vida. Adorei o enredo, atores e a trilha musical, também incrível, com a música September de Earth, Wind and Fire fazendo a abertura.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quem faz um poema abre uma janela.

Respira, tu que estás numa cela abafada,

esse ar que entra por ela.

Por isso é que os poemas têm ritmo

- para que possas profundamente respirar.

Quem faz um poema salva um afogado.


Mario Quintana

sábado, 27 de abril de 2013

A enchente

Em um ano de muitas tempestades, o nível do rio de uma pequena cidade subiu tanto que a água chegou a cobrir diversas casas. Nesse cenário, os bombeiros iam, de lancha, retirando pessoas das casas alagadas.
Um rapaz estava em cima do telhado de uma das casas, observando a água subir cada vez mais. Ao ver a situação em que ele se encontrava, os bombeiros se aproximaram com a lancha e pediram-lhe que saltasse:
— Venha, rapaz, entre na lancha! A sua casa em breve vai ser levada pela correnteza! Venha logo!
E o rapaz, que estava ajoelhado, orando, disse:
— Não, eu não vou. O Senhor vai me salvar... estou orando para isso!
Como havia muitas pessoas em perigo, os bombeiros foram resgatar outras vítimas. Então, um helicóptero, também do corpo de bombeiros, avistou o mesmo rapaz orando no telhado. Vendo que ele corria perigo, a equipe de resgate jogou a escada para que ele subisse e se livrasse do perigo. Mas, mais uma vez, o rapaz gritou:
— Não, eu não vou. O Senhor já vai me salvar...
Diante dessa resposta, esses bombeiros também foram resgatar outras vítimas, já que o rapaz continuava resistindo à ajuda.
De repente, a enxurrada levou a casa e, junto, o rapaz que se encontrava no telhado; ele morreu. No céu, vendo que estava morto, o rapaz pediu para falar com Deus. Levado à presença do Senhor, o rapaz perguntou-lhe, irritado:
— Senhor, me disseste que se eu tivesse uma fé do tamanho de um grão de mostarda eu poderia mover uma montanha... Minha fé era muito maior do que isso, Senhor, e me deixaste morrer! Mentiste para mim, Senhor!
E Deus lhe respondeu:
— Meu filho, eu é que estou aborrecido com você. Como é que pode?! Eu fiz a minha parte: mandei uma lancha, mandei até um helicóptero, mas você não fez a sua parte! Deveria ter aceitado a ajuda de um dos dois! Afinal, você queria o quê? Que eu tivesse descido lá pessoalmente para te salvar?
Autor desconhecido